Educação e transportes, dois pontos nevrálgicos do governo tucano em SP
O PSDB governa São Paulo desde o século passado e não resolve problemas estruturais tanto do Estado quanto da Capital. O vai e vem é geral e em todas as áreas. Duas, em especial, têm causado demasiado transtorno à população: educação e transportes.
A indecisão tucana e políticas equivocadas têm contribuído com a péssima qualidade do ensino no Estado. Até a migração já foi utilizada, em 2006, como desculpa para os baixos índices da educação por José Serra, ex-prefeito da capital que renunciou ao cargo para disputar o governo do Estado.
Recentemente, o governador Geraldo Alckmin disse que acabaria com aulas de reforço, depois recuou, em seguida foi informado que caberia à escola sugerir as aulas de reforço.
Falta de professores e pouca qualificação também comprometem a qualidade do ensino público, tanto municipal quanto estadual. Nas escolas municipais da Capital, a situação não muda muito. O desarranjo começa no atendimento a crianças de 0 a 3 anos, com a fila de 174 mil crianças por vaga na pré-escola (creche).
A isso se somam professores mal remunerados, salas superlotadas, desestímulo a profissionais da educação e falta de mestres.
Outra área que sempre enfrentou problema é o transporte de massa. O metrô, que já foi sinônimo de qualidade de transporte público, ficou anos adormecido. Como os investimentos não acompanharam o crescimento da demanda, a superlotação e problemas na execução das novas linhas e estações têm transformado em uma verdadeira batalha circular pela cidade.
A Linha 4-amarela já começou a funcionar saturada. Subestimaram a demanda. Isso sem falar dos inúmeros problemas envolvendo a construção, como a cratera da estação Pinheiro, e as panes quase diárias.
Na mesma linha, sem trocadilho, seguem os problemas nos trens da CPTM. Com investimentos reduzidos, nunca na proporção da demanda, puxada pelos crescimento da economia e da população, os trens enfrentam também problemas praticamente diários.
O caos leva usuários a extremos de destruir estação e prenuncia situações em que poderão ocorrer acidentes fatais, envolvendo centenas de usuários.
O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, tardiamente, tentam correr contra o tempo, mas já perderam o time das obras que deveriam ter feito em todo o sistema ao longo dos últimos anos.
Um bom exemplo de ação nessa área é o investimento que a presidente Dilma anunciou na última terça-feira (24), ao destinar R$ 22 bilhões para as grandes cidades investirem em mobilidade urbana. Para o Estado de São Paulo, vai liberar R$ 1,67 bilhão.
Não é por falta de recursos que os trens e metrôs de São Paulo não funcionam. O que faltou aos governantes do Estado e da Prefeitura foi política. Foi prioridade de gestão. Foi atenção ao transporte de massas. Foi atenção ao usuário.
